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Não
preciso de treinamento... Já sei tudo!
Por Dalmir Santanna
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Para algumas pessoas, o treinamento é aceito
como tortura e, de maneira enérgica, afirma que treinar
não passa de um desperdício de dinheiro. Gradativamente,
passam a ser indivíduos que não são capazes
de perceber que a oportunidade de aprender permite aprimorar as
habilidades profissionais e a resolução de problemas
de comunicação, expandir o leque de negociação,
administração de conflitos e a relação
humana entre líder e liderado. Há pessoas que reclamam
da empresa onde atuam, mas na prática não são
capazes de oferecer um esforço a mais em favor da organização
e da própria carreira profissional. Desta maneira, é possível
perceber que através do treinamento, grande parcela de pessoas
habituadas aos valores individuais pode ser treinada para pensar
no trabalho coletivo e se tornarem membros de uma equipe. O treinamento
precisa atuar na parte racional, emocional e fortalecer a certeza
de retorno do investimento realizado.
Pessoas que dizem que não precisam de treinamento, normalmente,
há mais de dois anos não realizam nenhuma alteração
no próprio currículo e continuamente reclamam que
o mercado de trabalho não oferece oportunidades. São
pessoas que ao receber um convite para um treinamento, palestra,
curso ou ainda, para uma reunião de feedback, balançam
a cabeça demonstrando indignação e aversão
ao tempo que será "desperdiçado" com
esta atividade. Contam com esta percepção por não
visualizar a oportunidade existente no desenvolvimento pessoal
e, por não terem a capacidade de compartilhar informações,
auxiliar na resolução de conflitos e desenvolver
novas habilidades, necessárias para expansão de
resultados positivos. Observe os dois fatores abaixo e perceba
a existência de pessoas que afirmam saber tudo sobre determinado
assunto, mas ao serem convocadas para determinada atividade,
encontram dificuldades e não são capazes de alcançar
os resultados esperados.
Funcionário que não recebe capacitação
rema contra a missão - Existem líderes e empresários
lojistas que dizem não treinar seus liderados (balconistas,
vendedores, atendentes) alegando que depois de algum tempo, este
funcionário pedirá a demissão e passará a
trabalhar no concorrente. Quando ouço afirmações
como estas, faço reflexões, e imagino como deve
ser o clima organizacional desta loja. Penso onde está a
preocupação e a paixão que este líder
demonstra sob seus liderados no processo de aprendizagem organizacional.
Quando sou convidado para apresentar palestra para líderes
lojistas, afirmo que um funcionário que não recebe
capacitação, acaba remando contra a missão,
a visão e a própria meta de venda. Você conhece
alguma pessoa que trabalha em vendas desta maneira? Na prática,
um profissional que não recebe treinamento e não
participa de um processo de qualificação, acaba
atendendo mal, encontrando desculpas e se escondendo atrás
de culpados.
A chegada de um concorrente pode fazer acordar
- Um empresário
contou que era preciso intensificar o atendimento urgente da
sua loja, melhorar a vitrine, o aspecto visual da loja e a iluminação.
Questionei qual era o motivo de tamanha aceleração,
pois anteriormente ele acreditava que isto era supérfluo.
A resposta foi imediata: acaba de ser inaugurada, próximo
da minha empresa, uma loja com estes diferenciais e os clientes
estão comentando e elogiando. Perceba que há empresários
que durante muito tempo mantêm a loja do mesmo jeito sem
nenhuma inovação, entretanto, a chegada de um concorrente é capaz
de fazer acordar. Há líderes que não investem
em treinamento e ficam surpresos, quando percebem que há clientes
que voltam continuamente para comprar na loja do concorrente.
Também é relevante destacar que há líderes
que não tem paciência para ensinar e querem melhores
resultados dos seus liderados, que muitas vezes desconhecem onde,
quando e como realizar determinada tarefa. Você conhece
algum líder assim? O treinamento contribui para que o
administrador se torne um membro de um time e mais disposto a
ser julgado como parte de uma equipe.
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