Uma empresa permite que as pessoas atinjam resultados
que não
poderiam atingir individualmente. A interdependência e a soma
das competências individuais multiplicam o resultado, tanto em
uma pequena empresa quanto em uma mega corporação.
A qualidade dos resultados depende diretamente da maneira como estas
competências individuais estão conectadas e alinhadas
com os objetivos estratégicos da organização.
Na ausência de uma estratégia coerente e claramente
comunicada, estes mesmos talentos que geram os resultados irão “atrapalhar” uns
aos outros, diminuindo radicalmente as possibilidades de sucesso.
Este seria o modelo “Torre de Babel”! O modelo “Torre
de Babel” ocorre em função de uma grave deficiência
de comunicação.
A comunicação precisa ser objetiva, clara, transparente
e deve seguir sempre o menor caminho possível entre aquele
que comunica e aquele que recebe a comunicação. Quanto
maior o número de intermediários necessários
para fazer com que a mensagem chegue ao seu destino, maiores serão
as distorções e dissonâncias, comprometendo gravemente
a qualidade do resultado. A eficácia da comunicação é responsável
por manter as pessoas conectadas com os objetivos e metas da empresa.
Qualquer profissional exercendo liderança deve primar por
sua competência em traduzir as metas, crenças e valores
da organização em exemplos que inspirem seus liderados.
Comprometimento deve ser estabelecido top-down (partindo dos níveis
hierárquicos superiores para os seguintes). O papel fundamental
da liderança pressupõe o exercício contínuo
do capital ético e do capital moral, somente assim será conseguida
coesão entre as pessoas e os objetivos propostos.
Dicas importantes:
1. Em uma organização, todas as pessoas e fatos estão
direta ou indiretamente interconectados. Qualquer fato novo, bem
como qualquer atitude nova, afetará de maneira global os resultados
dos negócios.
2. Todos devem conhecer o que são e quais são os canais
de comunicação. E-mails servem apenas para documentar
comunicações e acordos, não devem, em hipótese
alguma, ser utilizados como substitutos para a comunicação
interpessoal. Nada absolutamente sério e relevante, cujas
repercussões levem a dúvidas ou mudanças significativas,
deve ser comunicado apenas por e-mail!
3. Cabe ao profissional exercendo funções executivas
nutrir o “orgulho em pertencer”, a coerência das
crenças e a importância dos valores da organização.
Líderes devem saber estabelecer um sentimento de valor e segurança
em seus liderados!
4. É essencial compreender a empresa como um conjunto de
pessoas unidas por um sonho coletivo, sonho que somente podem construir
juntas, em regime de interdependência. Egoísmo em empresas é um
profundo elemento desagregador. Não há comprometimento
verdadeiro na presença do egoísmo e da fogueira das
vaidades.
5. O comportamento dos líderes estabelece um código
de conduta moral para seus liderados. A velha forma “faça
o que eu digo, mas não faça o que eu faço” demonstra
hipocrisia, jamais liderança. Na ausência de coerência ético-moral
não existe liderança. Na ausência do exemplo
positivo, o contra-exemplo, lamentavelmente, suscita ao boicote,
desrespeito e sabotagem.
A atividade de um líder e de um gestor não está,
e jamais esteve restrita às ações de medir,
controlar e supervisionar. Um verdadeiro líder inspira as
pessoas com suas atitudes e trata com muita habilidade os ativos
intangíveis da organização, tais como: prazer,
satisfação, reconhecimento, auto-estima, motivação,
inspiração, clima e atmosfera organizacional.
Os verdadeiros gestores e líderes estão conscientes
que os resultados só acontecem através das pessoas.
Para eles, o capital humano não é apenas um belo discurso,
mas a razão de ser da organização.
O modelo “Torre de Babel” só se instala quando
as pessoas não falam a mesma língua e elas jamais falarão
a mesma língua se as palavras contradizem as atitudes.
Se na sua empresa as pessoas são consideradas o maior capital
da organização, faça duas coisas:
1) Certifique-se de que elas se sentem verdadeiramente assim;
2) Garanta as condições para que isto se mantenha como
um valor inalienável.
Empresas incoerentes são mais perigosas para si mesmas que
seus maiores concorrentes.
Você pode vencer seus concorrentes externos, mas se promover “concorrentes” dentro
da organização em posições de decisão,
a guerra está perdida.