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A
inteligência emocional no mundo corporativo
Por Delair Zermiani
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Muitas definições existem a respeito da Inteligência
Emocional, muitas válidas e concernentes. Mas, de modo simples,
I.E. (Inteligência Emocional) nada mais é do que levar
inteligências às emoções. O ser humano,
naturalmente, tende aos extremos: alguns são muito racionais,
outros, em demasia emocionais. O equilíbrio está na
I.E. porque ela se demonstra como um esforço consciente
em unir cérebro e coração.
Ela é de suma importância no desempenho profissional
simplesmente pelo fato de que não há como conseguir
resultados senão através das pessoas – pessoas
e resultados andam de mãos dadas. Muitos já foram
contratados por apresentar domínio técnico das
funções, no entanto, com o tempo, demonstram ser
pessoas de difícil convívio, tanto com os colegas
quanto com os clientes. E empresários inteligentes começaram
a perceber que conhecimento técnico é fácil
de ser assimilado pelo colaborador, mas mudança de mentalidade
e de comportamento, não. Aí é que entra
o destaque dado para o candidato a uma vaga: sai na frente quem
apresenta Q.E. (Quociente Emocional) mais elevado. E existem
inúmeros testes para medi-lo.
Mas, então, como me relacionar e manter o equilíbrio
nos momentos de pressão? Justamente levando inteligência à emoção
que aparece. Quem age baseado num sentimento, sem prévia
análise dele e dos fatos concernentes, está contribuindo
para o seu declínio profissional. O ser humano é o único
ser vivo do planeta com capacidade de escolher o comportamento
que quer ter. Posso não escolher me sentir magoado (a),
nem ficar nervoso (a), mas consigo escolher o comportamento que
terei após o sentimento. Em momentos de pressão,
a recomendação é não se deixar guiar
pelo impulso, assumir o leme da sua vida e escolher o comportamento
que mais cooperará para alcançar o resultado desejado.
Pensemos sobre os aspectos que envolvem a busca desse equilíbrio:
Primeiro, a conscientização dessa necessidade não
só para a realização pessoal como também
para a realização profissional minha e da equipe – pessoas
com alto grau de I.E. são mais agradáveis e produzem
mais.
Depois, a busca pelo autoconhecimento: descobrir o que atua sobre
a minha fisiologia e altera o meu comportamento. Ou seja, diante
de uma mesma situação pessoas agem de maneiras
diferentes e, conseqüentemente, alcançam resultados
diferentes. Logo, o problema não está no fato,
mas na interpretação que damos para ele.
Costumam me perguntar de que maneira uma pessoa pode desenvolver
a sua inteligência emocional para melhorar o seu desempenho
em todas as áreas de sua vida. E eu costumo aconselhar
duas coisas: 1) ler a bíblia - inexiste pessoa com mais
domínio próprio, que mais exercite o poder de
escolher o comportamento que quer ter do que o homem Jesus;
2) desenvolver a habilidade de dar e receber feedback (minha
percepção sobre o outro e a impressão
que causo no outro). Mas, atenção: feedback não é simplesmente
dar opiniões! É um perigo sair fazendo isso julgando
ter capacidade para tal. Feedback é uma habilidade que
precisa ser desenvolvida em cada um de nós: como dá-lo
e recebê-lo. Embora seja um assunto extenso e delicado é totalmente
aplicável e eficaz. 1) Como eu me vejo; 2) Como os outros
me vêem e 3) Como eu gostaria de ser visto. É todo
esse conhecimento que o feedback proporciona. E alguém
não gostaria de saber isso?
De que maneira a inteligência emocional pode auxiliar
na formação de equipes sinérgicas é outra
questão que costumam me fazer. E eu respondo que a I.E.
atua nos resultados alcançados pelo profissional e pela
equipe em que ele está inserido. Num ambiente de trabalho
onde pessoas têm baixa I.E. existem muitos conflitos, baixa
auto-estima, e, por conseguinte, pouca produtividade.
Assim como ‘duas cabeças pensam melhor do que uma’,
várias pessoas produzem mais e melhor do que um indivíduo.
Pessoas focadas em um mesmo objetivo, relacionando-se com empatia
e harmonia são felizes porque se fazem felizes; e produzem
uma energia positiva no ambiente organizacional. Assim, o ambiente
de trabalho deixa de ser um fardo e passa a ser uma fonte de
realizações. E isso é bom para o colaborador,
para os seus familiares, para a comunidade e também para
o seu empregador...
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