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Comprometimento,
Envolvimento ou Participação?
Por Delair Zermiani
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O Instituto Gallup aponta que, em média, 77% dos funcionários
não são comprometidos. Ou seja, de cada 10 funcionários,
a empresa consegue ter até, no máximo, 3 colaboradores
realmente comprometidos. Dos restantes, concluí eu com base
nas consultorias e treinamentos, a maioria é envolvida com
a empresa e os demais são apenas participantes.
São mais ou menos como os relacionamentos de nossos jovens
hoje: quando eles estão ficando são apenas participantes
de um relacionamento; quando resolvem colocar um anel de compromisso,
na verdade isso é um anel de envolvimento (não é brincadeira,
mas não é sério): está-se no relacionamento,
mas não muito preocupados com o que vai ser dele no futuro.
Quando, finalmente, colocam uma aliança de noivado, isso expressa
o desejo de que o relacionamento dê certo, mas ainda não
o compromisso com esse resultado. E se o casamento acontece mesmo
vem precedido do seguinte chavão que gruda no inconsciente: “se
não der certo, separa”. E eu me pergunto o que é dar
certo.
Seria o não existir conflitos pessoais, problemas financeiros,
incompatibilidade ou desencontros de apetites sexuais? Se sim, então
inexiste uma união nesse mundo que deu certo!
Conheço pessoas que trocam mais de empresa do que muitos homens
de sogra. Isso é imaturidade profissional, e antes dela existe
a imaturidade emocional. Sempre digo e afirmo que antes do ser profissional
existe o ser humano. Pessoas que são freqüentemente demitidas
ou desistem do relacionamento profissional logo que surgem problemas
demonstram baixa inteligência emocional. Elas estavam ou participando
da rotina de trabalho ou envolvidas com a empresa, mas comprometidas,
de modo algum.
Da mesma maneira que muitos costumam casar com o pensamento de “se
não der certo, separa” assim muitos ‘casam’ com
uma empresa, sem o real comprometimento em estar numa relação
madura, baseada no aprende-aprende e no ganha-ganha. Já é mais
do que provado que é feliz quem faz os outros felizes (procure
e você nunca encontrará um egoísta feliz!). Quando
existe o comprometimento da empresa em fazer o seu colaborador feliz
e desse em fazer feliz a empresa que apostou nessa relação,
aí sim! Aí sim surgirão problemas.
Mas isso é a
prova de que ali há uma relação sadia, onde
ambos estão comprometidos com o aperfeiçoamento da
e na união. Domenico De Masi deixou registrado que “empresas
que prosperam são aquelas em que os funcionários são
felizes”; e eu complemento registrando que profissionais felizes
são aqueles que fazem à empresa feliz. Um casamento
feliz não é o que não tem problemas, antes é aquela
união onde, em meio aos problemas, o relacionamento é fortificado.
Porque já havia o comprometimento de ambas as partes em estarem
juntas “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença,
na pobreza e na riqueza”. O que você pensa de um cônjuge
que abandona ou crítica o outro quando ele está depressivo,
doente ou empobrece? Como reage um colaborador quando uma empresa
está em crise é o diagnóstico para descobrir
se ele é apenas participante, está envolvido ou comprometido
nessa relação. E, sinceramente, conselho é bom
e eu dou: só fique com os participantes e envolvidos até encontrarem
comprometidos. São mais raros do que filhos de prostitua com
o nome de Júnior, mas eles existem, creia.
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